Índice de bem-estar: check-up da vida na metrópole

19
out.2009

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Pesquisa revela o que moradores consideram fundamental para serem felizes e como avaliam seu desempenho pessoal

O morador de Porto Alegre conta consigo mesmo para elevar seu bem-estar. Um estudo inédito patrocinado pela Unimed apresentará pela primeira vez o que os habitantes da Capital consideram fundamental para ser felizes e como avaliam seu desempenho na busca pela realização pessoal. Eles estão mais satisfeitos com o que podem resolver por conta própria do que com aspectos de suas vidas dependentes da sociedade ou do governo.

O trabalho resultou na elaboração do Índice de Bem-Estar Unimed Porto Alegre (IBE), que permitirá, pela repetição da pesquisa em outros anos, acompanhar como oscila o ânimo de quem vive em Porto Alegre e em um conjunto de outros 12 municípios que fazem parte da mesma região de cobertura da empresa. O resultado apurado na Capital ficou em 67 na escala de zero a cem em que, quanto maior o número, mais elevado o nível de bem-estar. O conjunto das demais cidades, que não receberam notas individuais, alcançou 68.   

Veja no gráfico, os números da pesquisa:

Para chegar a esses índices, considerados “moderadamente acima da média” pelos pesquisadores da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Carlos Alberto Vargas Rossi e Teniza da Silveira, foram aplicados questionários a 1.455 pessoas. Elas responderam a 92 questões divididas em 12 aspectos do cotidiano, que permitiram mensurar o quanto se sentem bem com a vida que levam e quais hábitos consideram mais importantes para elevar seu nível de satisfação – embora nem sempre os pratiquem como gostariam.

Bem-estar psicológico é prioridade

Uma análise das respostas dos entrevistados permitiu concluir que o “bem-estar psicológico” é o fator mais importante para garantir a realização pessoal, enquanto o item “governo” é o que tem menos impacto.

– As pessoas estão mais satisfeitas com o que podem resolver por si mesmas e deixam questões como o governo em segundo plano para definir seu bem-estar – interpreta Teniza.

Outros itens que não dependem exclusivamente do indivíduo, como “meio ambiente” e “acesso básico” (serviços como saúde, transporte e infraestrutura), tiveram menos peso para determinar o bem-estar. No topo ficaram dimensões de âmbito pessoal: “bem-estar psicológico”, “avaliação da vida” e “convívio social”.

Na Capital, uma família expressa características valorizadas pela pesquisa como relações sociais amplas, atitude positiva e confiança no futuro. Na casa do professor universitário Álvaro Fernando Laitano da Silva, 52 anos, e da comerciante Nani Ruschel, 48 anos, o dia tem início com uma canção dedilhada pelo primogênito, Ramiro, 22 anos. Aos poucos, descem para o térreo da casa de três pavimentos o pai, a mãe e os irmãos Vicente, 19 anos, e Vitória, 17 anos. Ao redor do violão, conversam e se divertem. Embora façam programas juntos – outro ponto positivo indicado pelo estudo –, cada um tem seu espaço. As rusgas são momentâneas.

– Aqui nunca tem ninguém de mau humor. Muitos amigos veem em nós um modelo de família – conta a mãe.

A harmonia mantém todos ligados.

– Normalmente os jovens saem da casa dos pais porque têm problemas. Não vejo nenhuma necessidade, não enxergo nenhum motivo para sair daqui. Aqui é bom – afirma Ramiro.

Marcelo Gonzatto* | marcelo.gonzatto@zerohora.com.br

 

Fonte: Jornal Zero Hora – Porto Alegre, 18 de outubro de 2009 [Páginas 31, 32 e 33]

 

Veja o Clipping desta matéria:

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  1. Nelson Adams Filho

    01/12/2009 as 10:49 am

    A iniciativa de apurar IBE é interessante, louvável e deve continuar. Só não concordo com alguns índices, como por exemplo “Segurança”, Transporte e Saúde inclusos em Acesso Básico. Não se pode nivelar o Litoral – Capão da Canoa e Torres (principalmente) – com Alvorada e Cachoerinha, com índices de criminalidade violentos (Alvorada, a cidade onde ocorrem mais assassinatos no RS). Só esse item desequilibra a pesquisa a favor da região do Litoral, de indiscutível superioridade em qualidade vida. Nesse – e outros – aspectos a pesquisa precisa ser refinada. Não há como comparar Litoral com outras regiões metropolitanas, pois no Litoral a Qualidade de Vida é muitíssimo superior. Fica a sugestão para as próximas pesquisas.

     
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