Sexualidade infantil

29
abr.2010

sexualidade inf1Chega um momento na infância em que as crianças começam a ter comportamentos que deixam os pais confusos. Nessa fase, elas começam a tocar seus órgãos genitais sempre que estiverem sem fraldas, a querer olhar para o corpo dos amiguinhos e a gostar de ficar sem roupas. Mas os pais não devem se assustar, pois, de acordo com especialistas, essas atitudes são absolutamente normais e saudáveis. Para evitar que os filhos fiquem emocionalmente confusos, é necessário que os pais estejam preparados para esclarecer suas dúvidas sobre essa fase e tratá-las com naturalidade – afinal, a sexualidade faz parte da vida.

 

sexualidade inf3A fase da descoberta do corpo costuma ocorrer dos dois aos cinco anos. Nesse período, as crianças têm curiosidade sobre as diferenças entre meninos e meninas, querem olhar e comparar os órgãos genitais do sexo oposto. Não há maldade nisso. Agir negativamente diante dessas atitudes ou querer reprimi-las pode sugerir que uma parte do corpo da criança não pode ser tocada, é suja ou possui algo de errado.
Apesar de esse comportamento fazer parte de um desenvolvimento sadio, há algumas orientações e informações que os pais devem passar aos meninos e meninas. Veja dicas do que observar e falar para a criança:

 

 

•  Alerte que as partes íntimas dela só podem ser tocadas pelos pais e pelo médico por motivo de higiene e para verificar seu desenvolvimento;

 

• As brincadeiras de olhar e tocar só devem ocorrer entre crianças de mesma idade ou quase a mesma. Se a diferença entre idades for igual ou maior do que quatro anos, pode ocorrer abuso sexual. É necessário que os pais orientem seus filhos e observem qualquer mudança de comportamento;
• Falar que os meninos têm o órgão genital “para fora” e as meninas “para dentro” são informações corretas que facilitam esclarecer algum questionamento;

 
• Quando perceber que ela já é capaz de compreender, converse sobre privacidade. Explique que é importante que ela conheça seu próprio corpo e que se aventure a descobri-lo, mas que isso não deve ser feito na frente de outras pessoas.

 

• Observe se a criança demonstra muita curiosidade em relação ao corpo dela, dos pais e colegas, se toca muitas vezes os seus genitais e se não consegue se conter. Os motivos para o exagero podem ser vários, como por exemplo, a criança pode estar compensando carência afetiva. Nesses casos, é recomendado buscar ajuda e orientação com um psicólogo.

 

Tenha em mente que a educação sexual vai além da explicação de anatomia e que os pais devem preparar os filhos para terem um comportamento saudável e seguro em relação ao sexo. Mas lembre-se de tratar o assunto com bastante sensibilidade e naturalidade.

 

Fonte: Portal Nacional de Saúde – Unimed do Brasil

     
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