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	<title>Unimed Clientes &#187; Felicidade Interna Bruta</title>
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		<title>Qual o seu índice de felicidade?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade Interna Bruta]]></category>
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		<description><![CDATA[Satisfação e bem-estar valem tanto quanto o dinheiro para o sucesso de uma sociedade. Por isso, governos e empresas começam a medir a Felicidade interna Bruta das pessoas, um novo instrumento para traçar políticas públicas e administrativas

 
Você é feliz? Em algum momento, todos nós já tivemos de responder a essa pergunta, feita por amigos íntimos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Satisfação e bem-estar valem tanto quanto o dinheiro para o sucesso de uma sociedade. Por isso, governos e empresas começam a medir a Felicidade interna Bruta das pessoas, um novo instrumento para traçar políticas públicas e administrativas</span></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Familia1.jpg"><img class="size-full wp-image-428     aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Familia1.jpg" alt="Familia1" width="448" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: center"> </p>
<p>Você é feliz? Em algum momento, todos nós já tivemos de responder a essa pergunta, feita por amigos íntimos, familiares e, às vezes, por nós mesmos. Em breve, porém, será comum ouvir essa complicada questão de recenseadores governamentais e profissionais de recursos humanos. É que a felicidade já pode ser medida e autoridades e especialistas de todo o planeta, inclusive no Brasil, estudam como transformá-la em indicador capaz de determinar políticas públicas e relações corporativas. A tendência, que põe a praticidade dos resultados financeiros em segundo plano e a complexa subjetividade do bem-estar social em primeiro, tem adeptos de peso.</p>
<p><span id="more-439"></span></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, é um deles. Em batalha contra o que chama de &#8220;culto ao mercado&#8221; e aos resultados econômicos positivos a qualquer custo, ele apoia a revisão dos indicadores que determinam o que é desenvolvimento. &#8220;Uma revolução nos aguarda&#8221;, disse o governante, sobre a perspectiva de mudança dos referenciais que medem o progresso.</p>
<p>Desde 2008 Sarkozy encabeça o movimento pela revisão dos parâmetros usados para medir o desenvolvimento de uma sociedade. Foi ele quem criou uma comissão com estrelas da economia, como o Prêmio Nobel de 2001, o americano Joseph Stiglitz, além de cientistas sociais e matemáticos, para avaliar as deficiências de um dos índices de desenvolvimento menos plurais, mas mais usados no mundo: o Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Ao final dos estudos, em setembro, chegou-se à conclusão de que o PIB, a soma de tudo que é produzido em um país durante um ano, tinha pontos cegos impossíveis de ignorar. O maior deles era medir a riqueza sem levar em conta um dos principais objetivos de vida de boa parte dos seres humanos: ser feliz e não necessariamente rico.</p>
<p><strong>&#8220;Alguns dos fatores que fazem a vida valer a pena não estão à venda nem podem ser contabilizados com instrumentos monetários&#8221;</strong>, concluiu Stiglitz e sua equipe no relatório final do estudo, que soma mais de 200 páginas. Mas, se o documento condena o PIB, qual índice ele propõe? Afinal, quais seriam esses &#8220;fatores que fazem a vida valer a pena&#8221;? Existe mesmo algum jeito de medi-los?</p>
<p>A resposta está encravada entre a Índia e a China, no limite oriental das Cordilheiras do Himalaia, no reino do Butão. Lá, em 1972, o rei Jigme Singye Wangchuck, ao assumir o trono deixado por seu falecido pai, resolveu criar um método para medir a felicidade de seus 600 mil súditos. Para isso, ele abriu o Centre for Bhutan Studies e se empenhou na elaboração de um questionário que, literalmente, mediria a felicidade da população butanesa. Foi o marco zero do que viria a ser chamado de iniciativa &#8220;Gross National Happiness&#8221;, ou Felicidade Interna Bruta (FIB).</p>
<p>&#8220;É um projeto bastante objetivo&#8221;, diz a senadora Marina Silva (PV-AC), um dos palestrantes na abertura da 5ª Conferência Internacional do FIB, que discutiu o assunto e suas aplicações no Brasil e no mundo em Foz do Iguaçu, no Paraná. &#8220;Não estamos falando de sair medindo qualquer coisa de forma abstrata, romântica e subjetiva. Eles criaram um método&#8221;, diz ela.</p>
<p><span> </span> </p>
<p>Você gosta da sua vida? Você tem perdido o sono por ansiedade? Você conversa com seus filhos? Você conhece as lendas de seu povo e a história de seus antepassados? Você recicla? Essas são algumas das mais de 270 questões organizadas em nove grandes pilares que hoje compõem o recheado questionário butanês para diagnosticar a Felicidade Interna Bruta do reino.</p>
<p>Desde os anos 70, os levantamentos do FIB substituíram todas as pesquisas locais e é a partir da discussão de seus resultados que se estabelecem uma agenda pública e o ritmo dos investimentos econômicos no país. &#8220;Com exceção da renda, o questionário aborda todos os aspectos da vida do cidadão&#8221;, disse Tshokey Zangmo, pesquisadora do Centre for Bhutan Studies. Mas abordar os interesses e angústias de uma população de 600 mil pessoas que vivem no Himalaia é uma coisa. De 191 milhões, como é o caso do Brasil, é outra bem diferente.</p>
<table border="0" cellpadding="4" width="618" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><strong><span style="font-size: medium">Dinheiro</span></strong><br />
<span style="font-size: medium">Investir no que dá prazer é tão relevante quanto planejar a segurança financeira para o futuro</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É aí que entram as experiências para adaptar o índice FIB à realidade brasileira. No País, existem algumas tentativas de adequação. A empresa Icatu-Hartford, por exemplo, que vende e administra fundos de investimento e planos de previdência, foi uma das primeiras a criar uma versão do teste no Brasil. Eles montaram um questionário se baseando em quatro grandes pilares conceituais &#8211; corpo, mente, bolso e mundo. &#8220;Nossa intenção não era fazer um teste definitivo de felicidade&#8221;, explica Aura Rabelo, diretora de marketing da empresa e uma das idealizadoras do projeto.</p>
<table border="0" cellpadding="4" width="618" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><strong><span style="font-size: medium">Mundo</span><br />
</strong><span style="font-size: medium">Aumentar o contato com a natureza ajuda na percepção da importância de um meio ambiente em equilíbrio</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo ela, a ideia foi criar uma versão do teste butanês para ajudar as pessoas a repensarem suas vidas. Colocado no site da empresa, o questionário tem recebido uma média de 180 mil visitas mensais, com muitos participantes voltando para registrar a evolução de seus índices de felicidade. &#8220;Com o teste, queremos deixar uma pergunta no ar: adianta aprender a ser um profissional eficiente e bem-sucedido se o preço disso é desaprender a ser feliz?&#8221;, teoriza Aura.</p>
<p> </p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo0.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-429" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo0-150x150.jpg" alt="Istoe_anexo0" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PIONEIRO Em 1972, o então rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, criou uma fórmula para medir o bemestar de seus 600 mil súditos. Nascia o FIB</strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>De certa forma é essa mesma pergunta que a psicóloga e antropóloga americana Susan Andrews, coordenadora da Organização Não Governamental (ONG) Instituto Visão Futuro, tem feito. Com a diferença de que a instituição que ela coordena se muniu de vários instrumentos para ajudar a respondê-la. De uma ecovila em Itapetininga, no interior de São Paulo, ela comanda um exército de voluntários espalhados por empresas, universidades e centros de estudo na corrida para criar o primeiro questionário brasileiro da felicidade.</p>
<p>Considerada a embaixadora do FIB no Brasil, Susan tem contato direto com representantes internacionais do reino de Butão e é a idealizadora da 5ª Conferência Internacional do FIB. &#8220;Nossa ideia é montar um teste completo e único para todo o País, que tenha uma margem de erro inferior a 5%&#8221;, diz Susan. Apesar do rigor com a elaboração do questionário, a psicóloga entende que ele é apenas uma pequena parte do conceito do FIB. Para Susan, o trunfo desse tipo de medida é que ela não se esgota em um número, como acontece com o PIB. A riqueza da experiência também está na mobilização para aplicação das questões, por exemplo. &#8220;O que podia parecer secundário, que é preparar e discutir os resultados do questionário, ganhou importância durante a execução dos projetos piloto&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>Até agora, Susan e sua equipe contam três projetos piloto que usaram versões preliminares do questionário e da filosofia do FIB.</strong> O primeiro e mais amplo aconteceu em um bairro periférico de Campinas, no interior de São Paulo, chamado Campo Belo I. Lá, a aplicação do teste em 439 moradores trouxe revelações inusitadas sobre a felicidade de quem vive à margem da linha de pobreza. Campo Belo não tem asfalto, rede de esgoto, lazer, nem escolas suficientes. Até recentemente, não tinha posto de saúde.</p>
<p>Mas mesmo com tantas carências, 64% dos habitantes do bairro se consideram felizes. Por quê? Entre os fatores que explicam a satisfação estão o grau de solidariedade, o bom relacionamento entre as famílias e o alto índice de fé. &#8220;Não tenho do que reclamar&#8221;, diz Júlio Ferreira das Chagas, potiguar de 71 anos que mora há 35 em Campo Belo I com a mulher, Luiza Ismael Ferreira. Na casa clara e ampla cercada por flores em que moram, filhos e netos se reúnem para animados churrascos. E Júlio se sente satisfeito. &#8220;Fui acolhido quando me mudei, fiz a minha parte e sinto que me dei bem&#8221;, afirma.</p>
<p> </p>
<p>Mas não é só em ambientes como o Campo Belo I que o teste faz importantes revelações. Distante dali e em realidade oposta organizou-se o segundo projeto de utilização do questionário FIB. Dessa vez no universo empresarial, em parceria com a indústria de cosméticos Natura. &#8220;Sabemos que quem trabalha feliz é mais produtivo, então desenvolvemos uma versão do FIB para empresas&#8221;, diz Vicente Gomes, responsável pela divulgação da vertente corporativa do conceito. Ele conta que, nessa situação, há dois FIBs testáveis &#8211; o EndoFIB e ExoFIB. O primeiro trata da felicidade entre funcionários, enquanto o segundo se concentra na felicidade de quem é cliente.</p>
<p>Na Natura, a experiência foi de EndoFIB e envolveu 50 funcionários voluntários. &#8220;Foram cinco reuniões de mais de cinco horas cada uma, realizadas durante o expediente&#8221;, lembra a ouvidora da Natura, Estelita Thiele, que participou da iniciativa. Nos primeiros três encontros, que aconteceram no mês passado, Susan explicou a proposta geral do projeto para só depois aplicar o questionário, com 72 perguntas. Hoje a Natura está em fase de debate das conclusões. &#8220;Poder medir a eficiência de valores subjetivos é muito importante para nós&#8221;, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente da empresa. &#8220;A felicidade dos nossos colaboradores sempre foi importante, agora vamos descobrir maneiras de aumentá-la.&#8221; Segundo ele, o piloto foi tão bem que a empresa estuda a possibilidade de, já em 2010, montar uma versão da experiência para seus seis mil colaboradores.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo11.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-447 aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo11.jpg" alt="Istoe_anexo1" width="688" height="950" /></a> </p>
<p>O tipo de preocupação que Cardoso tem com seus funcionários é parecido com o que o prefeito de Itapetininga, Roberto Ramalho (PMDB-SP), parece demonstrar com seus munícipes. Foi na cidade que a terceira e última experiência do FIB no Brasil aconteceu. O exercício, fruto de parceria entre o município e o Instituto Visão Futuro, é a menina dos olhos de Ramalho. Entusiasta de índices alternativos, o executivo já havia feito uma avaliação do bem-estar da população de 150 mil habitantes de Itapetininga em 2008.</p>
<p>Com testes baseados em 40 indicadores, distribuídos em sete categorias, ele tem usado os resultados para criar políticas públicas mais eficientes. &#8220;Quando fomos apresentados ao FIB, percebemos, de cara, que ele tinha tudo a ver com a nossa administração&#8221;, afirma Ramalho. Na cidade, o questionário foi adaptado e aplicado por adolescentes de escolas públicas em seus respectivos bairros. Cerca de 400 pessoas foram ouvidas. &#8220;Achamos que conseguimos respostas mais honestas e completas quando colocamos gente da própria comunidade para conduzir o levantamento&#8221;, explica Susan.</p>
<p>Mas depender da comunidade para uma parte tão nevrálgica do exercício do FIB revela alguns limites do conceito. Ao que tudo indica, até o momento ainda não foi criada uma metodologia para aplicar o teste e discutir seus resultados em escala municipal, estadual e muito menos federal. &#8220;O FIB ainda é uma ferramenta de mobilização local&#8221;, reconhece Susan. Transportá-lo para uma escala maior exigirá um pesado investimento na capacitação de um novo tipo de recenseador, apto a perguntar o que os questionários propõem. &#8220;Estamos felizes com a relevância que o FIB ganhou&#8221;, revela Tshokey, do Centre for Bhutan Studies. &#8220;Mas ainda precisamos criar um conjunto de indicadores fortes o suficiente para dar conta do diagnóstico em grandes populações.&#8221;</p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-431" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo2-150x150.jpg" alt="Istoe_anexo2" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>SAÚDE</strong><br />
<span style="font-size: medium">Sentir-se bem fisicamente é essencial para estar saudável emocionalmente. Vitalidade também é felicidade</span></p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A crise financeira que correu o mundo entre 2008 e 2009 aumentou o interesse por novos termômetros sociais e econômicos. E isso pode acelerar a adoção do FIB em larga escala. </strong>Na Universidade de Campinas (Unicamp), por exemplo, a professora de linguística aplicada Salette Aquino, vinculada ao projeto comunitário Sonha Brandão, criou uma disciplina para discutir o assunto. Ela recebeu matrículas de matemáticos, cientistas sociais e até alunos de educação física.</p>
<p>A causa foi abraçada pela PróReitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, presidida por Mohammed Habib. &#8220;Não podemos mais avaliar o progresso sem pesar seus custos ecológicos, sociais e até espirituais&#8221;, diz Habib. Ladislau Dowbord, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), faz coro. &#8220;De que adianta crescer a taxas fantásticas hoje, se amanhã esse crescimento vai comprometer não só nossa capacidade de continuar crescendo, mas também nossa capacidade de usufruir desse crescimento?&#8221;, questiona ele.</p>
<p>A alta na produção e seus reflexos em indicadores econômicos nem sempre são sinônimos de desenvolvimento. Dowbord lembra do emblemático caso do Alasca, em 1989, para provar sua tese. Para quem mede o desenvolvimento pelo PIB, a alta que se viu na produção do Estado americano naquele ano poderia ser entendida como sinal de vigor econômico. Longe disso. O PIB do Alasca aumentou em 1989 porque um dos maiores derramamentos de óleo do planeta aconteceu na costa do Estado e as cidades foram inundadas por trabalhadores contratados para limpar a região.</p>
<p>O índice pode até ter aumentado, mas a que preço? A longo prazo, uma série de indústrias que dependiam do mar e das costas limpas encolheram significativamente. &#8220;Se na época a felicidade das pessoas fosse medida, teríamos um retrato bem mais fiel da realidade.&#8221; É isso que se espera do FIB, um índice que não substitui o PIB, mas o complementa de maneira imprescindível.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: Revista Isto É &#8211; Edição 2089 &#8211; 25 de novembro de 2009</em></p>
<p> </p>
<p>Veja o Clipping desta matéria:</p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia1_96.JPG" target="_blank">Pág. 96</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia2_97.JPG" target="_blank">Pág. 97</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia3_98.JPG" target="_blank">Pág. 98</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia4_99.JPG" target="_blank">Pág. 99</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia5_100.JPG" target="_blank">Pág. 100</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia6_101.JPG" target="_blank">Pág. 101</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia7_102.JPG" target="_blank">Pág. 102</a></p>
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		<title>“FIB determina sucesso na gestão empresarial”, afirmam especialistas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bem-estar Social]]></category>
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		<description><![CDATA[
A aplicação do conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) tem influência direta no sucesso da gestão empresarial. A afirmação é consenso entre várias autoridades que participaram do painel FIB nas Empresas, promovido no sábado (21/10) à tarde, durante a 5ª Conferência Internacional Sobre Felicidade Interna Bruta.
Realizado no Hotel Rafain, em Foz do Iguaçu, pela Itaipu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/FIB.jpg"><img class="size-full wp-image-423 aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/FIB.jpg" alt="FIB" width="448" height="336" /></a></p>
<p>A aplicação do conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) tem influência direta no sucesso da gestão empresarial. A afirmação é consenso entre várias autoridades que participaram do painel FIB nas Empresas, promovido no sábado (21/10) à tarde, durante a 5ª Conferência Internacional Sobre Felicidade Interna Bruta.</p>
<p>Realizado no Hotel Rafain, em Foz do Iguaçu, pela Itaipu Binacional, Instituto Visão Futuro e diversos parceiros, o evento contou com 450 participantes e reuniu especialistas de diferentes partes do mundo em debates e discussões sobre a implementação desse novo conceito sobre indicadores de bem-estar social, o FIB, que pode ser aplicado em países, estados, municípios e organizações de diversos portes.</p>
<p> <span id="more-424"></span></p>
<p>A conclusão do painel FIB nas Empresas é que estas obtêm resultados mais significativos se seus colaboradores são mais felizes. A felicidade do quadro organizacional é traduzida, conforme Marcelo Cardoso, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional da Natura, em menores custos operacionais, aumento de produção, maior engajamento, melhor desempenho, e consequente reconhecimento profissional e melhor remuneração. “Além disso, funcionários felizes apresentam maior desenvoltura em processos criativos, com ideias inovadoras”, frisou Cardoso.</p>
<p> </p>
<p>Nesse contexto, a implementação das nove dimensões do índice FIB (bem-estar psicológico, uso do tempo, vitalidade da comunidade, cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, padrão de vida e governança) nas empresas serve de ferramenta para valorizar o capital humano e, consequentemente, segundo estudos, aumentar a longevidade das companhias.</p>
<p> </p>
<p>A Natura é um exemplo de organização que adotou internamente as dimensões da FIB. Essas dimensões, segundo Vicente Gomes, consultor de Gestão da Natura, foram incorporados ao dia-a-dia dos empregados em busca de aumentar a satisfação deles no ambiente de trabalho, o rendimento, produção e os próprios resultados da empresa. “O FIB é uma forma sistêmica de integrar todos essas dimensões aplicadas pela Natura para melhorar a qualidade de vida dos nossos colaboradores”, ressaltou.</p>
<p> </p>
<p>O diretor de Coordenação e Meio Ambiente, Nelton Friedrich, disse que a empresa está familiarizada com os conceitos do FIB ao desenvolver programas socioambientais como o Cultivando Água Boa. O projeto integra a nova missão da Itaipu de promover o desenvolvimento sustentável da Bacia do Paraná 3 (bacia hidrográfica conectada ao reservatório da usina) e conscientizar empregados e colaboradores acerca de valores como o respeito, o cuidado com a natureza e com os recursos naturais, em especial a água.</p>
<p>  </p>
<p>“Esse trabalho inicia dentro da empresa, onde discutimos novos valores, novos modos de ser, sentir, produzir e consumir, e tentamos transmitir a importância da responsabilidade socioambiental de cada um”, frisou.</p>
<p> </p>
<p>Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), ressaltou o novo momento das empresas, de valorização pessoal dos funcionários e do capital humano. Segundo ele, existe um incentivo por parte da Fiep para que as empresas adotem modelos como o FIB. “As organizações precisam inserir em seus planos de atuação novos conceitos que valorizem o que chamamos de artigos intangíveis, que tragam um padrão positivo de qualidade de vida dos seus colaboradores”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Produtividade</strong></p>
<p>Um estudo da Universidade de Harvard (EUA), apresentado durante a 5ª Conferência Internacional sobre FIB, demonstrou que trabalhadores com carga horária menor são mais produtivos do que aqueles que trabalham mais horas semanais. O estudo comparou a produtividade de duas empresas do mesmo setor, uma delas com 55 horas semanais e poucos dias de folga ou férias, e a outra com 40 horas semanais e mais descanso. Em quatro anos, a produtividade daqueles que trabalharam menos aumentou 5%.</p>
<p> </p>
<p>A pesquisa foi apresentada pelo norte-americano John de Graaf, que é coordenador do movimento <em>Take back your time</em> (algo como Reconquiste seu tempo, em tradução livre), que tem como objetivo combater a falta de tempo livre e o excesso de trabalho nos Estados Unidos. Ele também comparou os índices dos EUA com Dinamarca, Finlândia, Holanda e Suécia, países onde: a desigualdade salarial é a menor do mundo, se pagam os maiores impostos (mas com excelentes serviços de saúde e educação), e os turnos de trabalho são mais curtos, mas com índices de felicidade no trabalho maior.</p>
<p> </p>
<p>Em contrapartida, os norte-americanos têm piores índices de saúde ocupacional, apesar de gastarem mais com serviços nessa área. Além disso, 25% dos trabalhadores daquele país têm apenas 15 dias de férias por ano e trabalham em média 55 horas semanais.</p>
<p> </p>
<p> “Surpreendentemente, a crise financeira teve reflexos positivos: as pessoas (dos EUA) passaram a comer menos em restaurantes, estão consumindo menos álcool, se exercitam mais, compraram mais bicicletas e menos carros, estão atuando mais em trabalhos voluntários, houve redução de 21% no número de acidentes de trânsito”, afirmou de Graaf. “Temos de aprender a dizer não! É importante trabalhar duro e se esforçar, mas sem esquecer do que realmente tem valor, que é preservar a vida pessoal e ser feliz. Isso é possível”, concluiu.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: Itaipu Binacional</em></p>
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