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	<title>Unimed Clientes &#187; FIB</title>
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		<title>Comissão do Senado aprova incluir &#8216;busca da felicidade&#8217; na Constituição</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 16:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[FIB]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
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		<description><![CDATA[Projeto segue agora para análise dos senadores no plenário da Casa.
Pela proposta, direitos sociais serão &#8216;essenciais para a busca da felicidade&#8217;.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou no dia 10 de novembro uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui o termo “busca da felicidade” na Constituição Federal. O projeto segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projeto segue agora para análise dos senadores no plenário da Casa.<br />
Pela proposta, direitos sociais serão &#8216;essenciais para a busca da felicidade&#8217;.</p>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou no dia 10 de novembro uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui o termo “busca da felicidade” na Constituição Federal. O projeto segue agora para o plenário da Casa, onde precisa ser votado duas vezes antes de ir para a Câmara.</p>
<p>Pela proposta, os direitos sociais como educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, entre outros passam a ser “essenciais para a busca da felicidade”.</p>
<p> </p>
<p>O autor do projeto, Cristovam Buarque (PDT-DF), argumenta na justificativa que a intenção é prever na Constituição que o cidadão tem o direito de buscar a felicidade e que o estado tem de prover os direitos sociais para prover isso. Ele destaca que a “busca da felicidade” pressupõe a felicidade coletiva.</p>
<p>“Evidentemente, as alterações não buscam autorizar um indivíduo a requerer do Estado ou de um particular uma providência egoística a pretexto de atender à sua felicidade. Este tipo de patologia não é alcançado pelo que aqui se propõe, o que seja, repita-se, a inclusão da felicidade como objetivo do Estado e direito de todos”, argumenta Buarque.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: G1</em></p>
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		<title>O que você tem feito por você?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 13:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[FIB]]></category>
		<category><![CDATA[IBE]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
Fiz uma promessa no último Reveillon: 2009 seria o ano do bem-estar. Jurei tentar equilibrar as várias seções da minha vida sem deixar nenhuma delas perder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><span style="color: #008000"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/12/Espiritualidade1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-454" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/12/Espiritualidade1.jpg" alt="Espiritualidade" width="448" height="336" /></a></span></p>
<p style="text-align: left"><span style="color: #800000">Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo</span></p>
<p><span style="color: #800000">Fiz uma promessa no último Reveillon: 2009 seria o ano do bem-estar. Jurei tentar equilibrar as várias seções da minha vida sem deixar nenhuma delas perder o ritmo. Queria ser tão habilidosa quanto os equilibristas de pratos dos circos que não existem mais. Refleti sobre os 365 dias anteriores e concluí que os campos mais importantes (saúde, amor, maternidade, trabalho) estavam relativamente bem resolvidos. O que estava abaixo da média era o bem-estar. A apenas um mês do final do ano, posso dizer que cumpri a promessa.</span></p>
<p><span style="color: #800000"><span id="more-453"></span></span></p>
<p><span style="color: #800000">Bem-estar é um termo de difícil definição, genérico demais. Os fatores que produzem essa sensação variam imensamente de uma pessoa para outra. Para mim, o bem-estar sempre esteve associado à atividade física. Sempre gostei de mexer o corpo. Quando era criança, fazia balé clássico e natação. Com exceção dos anos indisciplinados de faculdade e dos primeiros passos no jornalismo, nunca mais deixei de praticar algum tipo de exercício. No ano passado, porém, a atividade física que vinha fazendo estava abaixo das minhas necessidades. Meu corpo e minha cabeça reclamaram.   </span></p>
<p><span style="color: #800000">Em 2009, levei a academia a sério. E descobri o Pilates, que tem rendido ótimos “micromegamomentos” de prazer. Escrevi recentemente sobre o valor desses pequenos prazeres. Pela reação entusiasmada dos leitores, percebi que a maioria valoriza o bem-estar e é capaz de criar oportunidades para que ele exista. Sabemos que, por mais adversos que sejam os fatores externos, somos os únicos responsáveis por nossa felicidade. Por isso, resolvi voltar ao tema.</span></p>
<p><span style="color: #800000">É difícil, para mim, conseguir sentir bem-estar sem movimentar o corpo. Mas essa é uma visão parcial. Bem-estar é muito mais do que isso. Nos últimos anos, pesquisas realizadas em vários países buscaram determinar o Índice de Bem-Estar (IBE) ou a Felicidade Interna Bruta (FIB) da população.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Um dos líderes que defendem esses estudos é o presidente francês Nicolas Sarkozy. Ele está à frente de um movimento de revisão dos parâmetros que indicam o grau de desenvolvimento social de uma nação. Os especialistas afirmam que, sozinho, o Produto Interno Bruto (PIB) não é capaz de refletir a qualidade de vida da população.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Os indicadores de bem-estar e felicidade parecem oferecer um diagnóstico mais fidedigno das reais condições de vida. Isso porque eles procuram alcançar e quantificar bens que são mais valiosos do que a própria riqueza.</span></p>
<p><span style="color: #800000">A maior dificuldade, porém, é criar ferramentas de pesquisa capazes de medir ingredientes da vida que tantas vezes são expressos por sensações subjetivas.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Conversei sobre isso nesta semana com Julio Wilasco, superintendente da Unimed Porto Alegre. A empresa de plano de saúde lançou um Índice de Bem-Estar (IBE). O trabalho foi feito pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><span style="color: #800000">O índice compreende doze dimensões que cobrem esferas relevantes da vida de um indivíduo, de acordo com a percepção de médicos, sociólogos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física. Os ingredientes do bem-estar são:</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Bem-estar físico</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Convívio social</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Relação com trabalho</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Cultura e lazer</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Autonomia e liberdade (financeira, psicológica ou física)</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Meio ambiente</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Hábitos alimentares</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Bem-estar psicológico</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Espiritualidade</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Acesso básico (condições de acesso à saúde, à segurança e ao transporte)</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Governo</span></p>
<p><span style="color: #800000">* Avaliação da vida (o que somos na vida; como chegamos até aqui; para onde iremos?)</span></p>
<p><span style="color: #800000">A pesquisa da Unimed foi realizada na região metropolitana de Porto Alegre e no litoral norte do Rio Grande do Sul. Participaram do estudo 1.455 pessoas com diferentes níveis de escolaridade, idade média de 40 anos e renda familiar de R$ 572 a mais de R$ 14 mil mensais.</span></p>
<p><span style="color: #800000">O trabalho revelou que o fator mais importante para a sensação de bem-estar dos moradores de Porto Alegre é o bem-estar psicológico. Além de valorizar essa dimensão, a maioria dos participantes está satisfeita nesse quesito. A nota média para o bem-estar psicológico foi 72,6 (numa escala de 0 a 100).</span></p>
<p><span style="color: #800000">Confira o ranking dos fatores mais importantes para o bem-estar, segundo os moradores de Porto Alegre, e suas respectivas notas médias:</span></p>
<p><span style="color: #800000">1 ) Bem-estar psicológico: 72,6<br />
2 ) Avaliação da vida: 73,3<br />
3 ) Convívio social: 76,3<br />
4 ) Hábitos alimentares: 69,1<br />
5 ) Relação com o trabalho: 72,2<br />
6 ) Autonomia e liberdade: 79,5<br />
7 ) Cultura e Lazer: 62,8<br />
8 ) Acesso básico: 64,3<br />
9 ) Bem-estar físico: 66,7<br />
10 ) Espiritualidade: 83,8<br />
11 ) Meio ambiente 62,4<br />
12 ) Governo: 20,3</span></p>
<p><span style="color: #800000">O que você tem feito pelo seu bem-estar? Quantas vezes neste ano criou oportunidades para ser feliz? “A felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo. Está subordinada mais a traços de temperamento e postura perante a vida do que a fatores determinados externamente”. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos científicos sobre felicidade realizada pela psiquiatra Renata Barboza Ferraz e outros dois colegas.</span></p>
<p><span style="color: #800000">O texto lembra que antes do filósofo grego Sócrates, acreditava-se que a felicidade dependia dos desígnios dos deuses. Essa concepção religiosa da felicidade imperou durante muitos séculos e em diferentes culturas. No século IV antes de Cristo, Sócrates inaugura um paradigma a partir do qual buscar ser feliz é uma tarefa de responsabilidade do indivíduo.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Tenho plena consciência de que minha felicidade e meu bem-estar dependem de mim. É muito fácil culpar o chefe, o marido, o governo, o mundo pelo nosso infortúnio quando fechamos os olhos e o coração para as pequenas felicidades cotidianas.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Minha experiência</span></p>
<p><span style="color: #800000">Em 2009, enfrentei longas madrugadas de trabalho. Fiquei sem dormir e sem comer. Mas aprendi a compensar. A tirar o pé do acelerador quando isso é possível. E a aproveitar as felicidades miúdas.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Fui extremamente feliz terça-feira à noite. Consegui chegar a tempo à minha aula semanal de Pilates. Deslizei sobre a bola suíça com o abdome apoiado sobre a superfície emborrachada. Apoiei os dois braços no chão, com as mãos esticadas à frente da cabeça. Meu corpo formou uma linha diagonal perfeita quando ergui as duas pernas em direção ao teto.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Há algumas semanas esse exercício saía todo desengonçado. Na terça, vivi a glória do movimento exato. Senti um enorme prazer quando percebi que era capaz de ficar perfeitamente equilibrada sobre a bola graças ao controle de meu abdome. Ainda sou café com leite nessa história de Pilates e tenho muitos desafios pela frente. Mas foi maravilhoso ter inventado desafios num campo totalmente desconhecido.</span></p>
<p><span style="color: #800000">Continuo tentando me superar como profissional, como mãe, como companheira. Mas quando entro naquela sala de aula desligo todos esses canais. Durante duas horas, tenho olhos só para mim. É o meu momento. Um momento que me faz feliz e me ajuda a viver todos os outros do jeito que merecem ser vividos.</span></p>
<p><span style="color: #800000"> </span></p>
<p><em><span style="color: #800000">Fonte: Revista Época &#8211; Edição Online &#8211; 30 de novembro de 2009</span></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Qual o seu índice de felicidade?</title>
		<link>http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/2009/11/27/qual-o-seu-indice-de-felicidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade Interna Bruta]]></category>
		<category><![CDATA[FIB]]></category>

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		<description><![CDATA[Satisfação e bem-estar valem tanto quanto o dinheiro para o sucesso de uma sociedade. Por isso, governos e empresas começam a medir a Felicidade interna Bruta das pessoas, um novo instrumento para traçar políticas públicas e administrativas

 
Você é feliz? Em algum momento, todos nós já tivemos de responder a essa pergunta, feita por amigos íntimos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Satisfação e bem-estar valem tanto quanto o dinheiro para o sucesso de uma sociedade. Por isso, governos e empresas começam a medir a Felicidade interna Bruta das pessoas, um novo instrumento para traçar políticas públicas e administrativas</span></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Familia1.jpg"><img class="size-full wp-image-428     aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Familia1.jpg" alt="Familia1" width="448" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: center"> </p>
<p>Você é feliz? Em algum momento, todos nós já tivemos de responder a essa pergunta, feita por amigos íntimos, familiares e, às vezes, por nós mesmos. Em breve, porém, será comum ouvir essa complicada questão de recenseadores governamentais e profissionais de recursos humanos. É que a felicidade já pode ser medida e autoridades e especialistas de todo o planeta, inclusive no Brasil, estudam como transformá-la em indicador capaz de determinar políticas públicas e relações corporativas. A tendência, que põe a praticidade dos resultados financeiros em segundo plano e a complexa subjetividade do bem-estar social em primeiro, tem adeptos de peso.</p>
<p><span id="more-439"></span></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, é um deles. Em batalha contra o que chama de &#8220;culto ao mercado&#8221; e aos resultados econômicos positivos a qualquer custo, ele apoia a revisão dos indicadores que determinam o que é desenvolvimento. &#8220;Uma revolução nos aguarda&#8221;, disse o governante, sobre a perspectiva de mudança dos referenciais que medem o progresso.</p>
<p>Desde 2008 Sarkozy encabeça o movimento pela revisão dos parâmetros usados para medir o desenvolvimento de uma sociedade. Foi ele quem criou uma comissão com estrelas da economia, como o Prêmio Nobel de 2001, o americano Joseph Stiglitz, além de cientistas sociais e matemáticos, para avaliar as deficiências de um dos índices de desenvolvimento menos plurais, mas mais usados no mundo: o Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Ao final dos estudos, em setembro, chegou-se à conclusão de que o PIB, a soma de tudo que é produzido em um país durante um ano, tinha pontos cegos impossíveis de ignorar. O maior deles era medir a riqueza sem levar em conta um dos principais objetivos de vida de boa parte dos seres humanos: ser feliz e não necessariamente rico.</p>
<p><strong>&#8220;Alguns dos fatores que fazem a vida valer a pena não estão à venda nem podem ser contabilizados com instrumentos monetários&#8221;</strong>, concluiu Stiglitz e sua equipe no relatório final do estudo, que soma mais de 200 páginas. Mas, se o documento condena o PIB, qual índice ele propõe? Afinal, quais seriam esses &#8220;fatores que fazem a vida valer a pena&#8221;? Existe mesmo algum jeito de medi-los?</p>
<p>A resposta está encravada entre a Índia e a China, no limite oriental das Cordilheiras do Himalaia, no reino do Butão. Lá, em 1972, o rei Jigme Singye Wangchuck, ao assumir o trono deixado por seu falecido pai, resolveu criar um método para medir a felicidade de seus 600 mil súditos. Para isso, ele abriu o Centre for Bhutan Studies e se empenhou na elaboração de um questionário que, literalmente, mediria a felicidade da população butanesa. Foi o marco zero do que viria a ser chamado de iniciativa &#8220;Gross National Happiness&#8221;, ou Felicidade Interna Bruta (FIB).</p>
<p>&#8220;É um projeto bastante objetivo&#8221;, diz a senadora Marina Silva (PV-AC), um dos palestrantes na abertura da 5ª Conferência Internacional do FIB, que discutiu o assunto e suas aplicações no Brasil e no mundo em Foz do Iguaçu, no Paraná. &#8220;Não estamos falando de sair medindo qualquer coisa de forma abstrata, romântica e subjetiva. Eles criaram um método&#8221;, diz ela.</p>
<p><span> </span> </p>
<p>Você gosta da sua vida? Você tem perdido o sono por ansiedade? Você conversa com seus filhos? Você conhece as lendas de seu povo e a história de seus antepassados? Você recicla? Essas são algumas das mais de 270 questões organizadas em nove grandes pilares que hoje compõem o recheado questionário butanês para diagnosticar a Felicidade Interna Bruta do reino.</p>
<p>Desde os anos 70, os levantamentos do FIB substituíram todas as pesquisas locais e é a partir da discussão de seus resultados que se estabelecem uma agenda pública e o ritmo dos investimentos econômicos no país. &#8220;Com exceção da renda, o questionário aborda todos os aspectos da vida do cidadão&#8221;, disse Tshokey Zangmo, pesquisadora do Centre for Bhutan Studies. Mas abordar os interesses e angústias de uma população de 600 mil pessoas que vivem no Himalaia é uma coisa. De 191 milhões, como é o caso do Brasil, é outra bem diferente.</p>
<table border="0" cellpadding="4" width="618" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><strong><span style="font-size: medium">Dinheiro</span></strong><br />
<span style="font-size: medium">Investir no que dá prazer é tão relevante quanto planejar a segurança financeira para o futuro</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É aí que entram as experiências para adaptar o índice FIB à realidade brasileira. No País, existem algumas tentativas de adequação. A empresa Icatu-Hartford, por exemplo, que vende e administra fundos de investimento e planos de previdência, foi uma das primeiras a criar uma versão do teste no Brasil. Eles montaram um questionário se baseando em quatro grandes pilares conceituais &#8211; corpo, mente, bolso e mundo. &#8220;Nossa intenção não era fazer um teste definitivo de felicidade&#8221;, explica Aura Rabelo, diretora de marketing da empresa e uma das idealizadoras do projeto.</p>
<table border="0" cellpadding="4" width="618" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><strong><span style="font-size: medium">Mundo</span><br />
</strong><span style="font-size: medium">Aumentar o contato com a natureza ajuda na percepção da importância de um meio ambiente em equilíbrio</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo ela, a ideia foi criar uma versão do teste butanês para ajudar as pessoas a repensarem suas vidas. Colocado no site da empresa, o questionário tem recebido uma média de 180 mil visitas mensais, com muitos participantes voltando para registrar a evolução de seus índices de felicidade. &#8220;Com o teste, queremos deixar uma pergunta no ar: adianta aprender a ser um profissional eficiente e bem-sucedido se o preço disso é desaprender a ser feliz?&#8221;, teoriza Aura.</p>
<p> </p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo0.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-429" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo0-150x150.jpg" alt="Istoe_anexo0" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PIONEIRO Em 1972, o então rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, criou uma fórmula para medir o bemestar de seus 600 mil súditos. Nascia o FIB</strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>De certa forma é essa mesma pergunta que a psicóloga e antropóloga americana Susan Andrews, coordenadora da Organização Não Governamental (ONG) Instituto Visão Futuro, tem feito. Com a diferença de que a instituição que ela coordena se muniu de vários instrumentos para ajudar a respondê-la. De uma ecovila em Itapetininga, no interior de São Paulo, ela comanda um exército de voluntários espalhados por empresas, universidades e centros de estudo na corrida para criar o primeiro questionário brasileiro da felicidade.</p>
<p>Considerada a embaixadora do FIB no Brasil, Susan tem contato direto com representantes internacionais do reino de Butão e é a idealizadora da 5ª Conferência Internacional do FIB. &#8220;Nossa ideia é montar um teste completo e único para todo o País, que tenha uma margem de erro inferior a 5%&#8221;, diz Susan. Apesar do rigor com a elaboração do questionário, a psicóloga entende que ele é apenas uma pequena parte do conceito do FIB. Para Susan, o trunfo desse tipo de medida é que ela não se esgota em um número, como acontece com o PIB. A riqueza da experiência também está na mobilização para aplicação das questões, por exemplo. &#8220;O que podia parecer secundário, que é preparar e discutir os resultados do questionário, ganhou importância durante a execução dos projetos piloto&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>Até agora, Susan e sua equipe contam três projetos piloto que usaram versões preliminares do questionário e da filosofia do FIB.</strong> O primeiro e mais amplo aconteceu em um bairro periférico de Campinas, no interior de São Paulo, chamado Campo Belo I. Lá, a aplicação do teste em 439 moradores trouxe revelações inusitadas sobre a felicidade de quem vive à margem da linha de pobreza. Campo Belo não tem asfalto, rede de esgoto, lazer, nem escolas suficientes. Até recentemente, não tinha posto de saúde.</p>
<p>Mas mesmo com tantas carências, 64% dos habitantes do bairro se consideram felizes. Por quê? Entre os fatores que explicam a satisfação estão o grau de solidariedade, o bom relacionamento entre as famílias e o alto índice de fé. &#8220;Não tenho do que reclamar&#8221;, diz Júlio Ferreira das Chagas, potiguar de 71 anos que mora há 35 em Campo Belo I com a mulher, Luiza Ismael Ferreira. Na casa clara e ampla cercada por flores em que moram, filhos e netos se reúnem para animados churrascos. E Júlio se sente satisfeito. &#8220;Fui acolhido quando me mudei, fiz a minha parte e sinto que me dei bem&#8221;, afirma.</p>
<p> </p>
<p>Mas não é só em ambientes como o Campo Belo I que o teste faz importantes revelações. Distante dali e em realidade oposta organizou-se o segundo projeto de utilização do questionário FIB. Dessa vez no universo empresarial, em parceria com a indústria de cosméticos Natura. &#8220;Sabemos que quem trabalha feliz é mais produtivo, então desenvolvemos uma versão do FIB para empresas&#8221;, diz Vicente Gomes, responsável pela divulgação da vertente corporativa do conceito. Ele conta que, nessa situação, há dois FIBs testáveis &#8211; o EndoFIB e ExoFIB. O primeiro trata da felicidade entre funcionários, enquanto o segundo se concentra na felicidade de quem é cliente.</p>
<p>Na Natura, a experiência foi de EndoFIB e envolveu 50 funcionários voluntários. &#8220;Foram cinco reuniões de mais de cinco horas cada uma, realizadas durante o expediente&#8221;, lembra a ouvidora da Natura, Estelita Thiele, que participou da iniciativa. Nos primeiros três encontros, que aconteceram no mês passado, Susan explicou a proposta geral do projeto para só depois aplicar o questionário, com 72 perguntas. Hoje a Natura está em fase de debate das conclusões. &#8220;Poder medir a eficiência de valores subjetivos é muito importante para nós&#8221;, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente da empresa. &#8220;A felicidade dos nossos colaboradores sempre foi importante, agora vamos descobrir maneiras de aumentá-la.&#8221; Segundo ele, o piloto foi tão bem que a empresa estuda a possibilidade de, já em 2010, montar uma versão da experiência para seus seis mil colaboradores.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo11.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-447 aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo11.jpg" alt="Istoe_anexo1" width="688" height="950" /></a> </p>
<p>O tipo de preocupação que Cardoso tem com seus funcionários é parecido com o que o prefeito de Itapetininga, Roberto Ramalho (PMDB-SP), parece demonstrar com seus munícipes. Foi na cidade que a terceira e última experiência do FIB no Brasil aconteceu. O exercício, fruto de parceria entre o município e o Instituto Visão Futuro, é a menina dos olhos de Ramalho. Entusiasta de índices alternativos, o executivo já havia feito uma avaliação do bem-estar da população de 150 mil habitantes de Itapetininga em 2008.</p>
<p>Com testes baseados em 40 indicadores, distribuídos em sete categorias, ele tem usado os resultados para criar políticas públicas mais eficientes. &#8220;Quando fomos apresentados ao FIB, percebemos, de cara, que ele tinha tudo a ver com a nossa administração&#8221;, afirma Ramalho. Na cidade, o questionário foi adaptado e aplicado por adolescentes de escolas públicas em seus respectivos bairros. Cerca de 400 pessoas foram ouvidas. &#8220;Achamos que conseguimos respostas mais honestas e completas quando colocamos gente da própria comunidade para conduzir o levantamento&#8221;, explica Susan.</p>
<p>Mas depender da comunidade para uma parte tão nevrálgica do exercício do FIB revela alguns limites do conceito. Ao que tudo indica, até o momento ainda não foi criada uma metodologia para aplicar o teste e discutir seus resultados em escala municipal, estadual e muito menos federal. &#8220;O FIB ainda é uma ferramenta de mobilização local&#8221;, reconhece Susan. Transportá-lo para uma escala maior exigirá um pesado investimento na capacitação de um novo tipo de recenseador, apto a perguntar o que os questionários propõem. &#8220;Estamos felizes com a relevância que o FIB ganhou&#8221;, revela Tshokey, do Centre for Bhutan Studies. &#8220;Mas ainda precisamos criar um conjunto de indicadores fortes o suficiente para dar conta do diagnóstico em grandes populações.&#8221;</p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-431" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_anexo2-150x150.jpg" alt="Istoe_anexo2" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>SAÚDE</strong><br />
<span style="font-size: medium">Sentir-se bem fisicamente é essencial para estar saudável emocionalmente. Vitalidade também é felicidade</span></p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A crise financeira que correu o mundo entre 2008 e 2009 aumentou o interesse por novos termômetros sociais e econômicos. E isso pode acelerar a adoção do FIB em larga escala. </strong>Na Universidade de Campinas (Unicamp), por exemplo, a professora de linguística aplicada Salette Aquino, vinculada ao projeto comunitário Sonha Brandão, criou uma disciplina para discutir o assunto. Ela recebeu matrículas de matemáticos, cientistas sociais e até alunos de educação física.</p>
<p>A causa foi abraçada pela PróReitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, presidida por Mohammed Habib. &#8220;Não podemos mais avaliar o progresso sem pesar seus custos ecológicos, sociais e até espirituais&#8221;, diz Habib. Ladislau Dowbord, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), faz coro. &#8220;De que adianta crescer a taxas fantásticas hoje, se amanhã esse crescimento vai comprometer não só nossa capacidade de continuar crescendo, mas também nossa capacidade de usufruir desse crescimento?&#8221;, questiona ele.</p>
<p>A alta na produção e seus reflexos em indicadores econômicos nem sempre são sinônimos de desenvolvimento. Dowbord lembra do emblemático caso do Alasca, em 1989, para provar sua tese. Para quem mede o desenvolvimento pelo PIB, a alta que se viu na produção do Estado americano naquele ano poderia ser entendida como sinal de vigor econômico. Longe disso. O PIB do Alasca aumentou em 1989 porque um dos maiores derramamentos de óleo do planeta aconteceu na costa do Estado e as cidades foram inundadas por trabalhadores contratados para limpar a região.</p>
<p>O índice pode até ter aumentado, mas a que preço? A longo prazo, uma série de indústrias que dependiam do mar e das costas limpas encolheram significativamente. &#8220;Se na época a felicidade das pessoas fosse medida, teríamos um retrato bem mais fiel da realidade.&#8221; É isso que se espera do FIB, um índice que não substitui o PIB, mas o complementa de maneira imprescindível.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: Revista Isto É &#8211; Edição 2089 &#8211; 25 de novembro de 2009</em></p>
<p> </p>
<p>Veja o Clipping desta matéria:</p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia1_96.JPG" target="_blank">Pág. 96</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia2_97.JPG" target="_blank">Pág. 97</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia3_98.JPG" target="_blank">Pág. 98</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia4_99.JPG" target="_blank">Pág. 99</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia5_100.JPG" target="_blank">Pág. 100</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia6_101.JPG" target="_blank">Pág. 101</a></p>
<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/Istoe_materia7_102.JPG" target="_blank">Pág. 102</a></p>
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		<title>“FIB determina sucesso na gestão empresarial”, afirmam especialistas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unimed Porto Alegre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar Social]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade Interna Bruta]]></category>
		<category><![CDATA[FIB]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Empresarial]]></category>

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A aplicação do conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) tem influência direta no sucesso da gestão empresarial. A afirmação é consenso entre várias autoridades que participaram do painel FIB nas Empresas, promovido no sábado (21/10) à tarde, durante a 5ª Conferência Internacional Sobre Felicidade Interna Bruta.
Realizado no Hotel Rafain, em Foz do Iguaçu, pela Itaipu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/FIB.jpg"><img class="size-full wp-image-423 aligncenter" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/11/FIB.jpg" alt="FIB" width="448" height="336" /></a></p>
<p>A aplicação do conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) tem influência direta no sucesso da gestão empresarial. A afirmação é consenso entre várias autoridades que participaram do painel FIB nas Empresas, promovido no sábado (21/10) à tarde, durante a 5ª Conferência Internacional Sobre Felicidade Interna Bruta.</p>
<p>Realizado no Hotel Rafain, em Foz do Iguaçu, pela Itaipu Binacional, Instituto Visão Futuro e diversos parceiros, o evento contou com 450 participantes e reuniu especialistas de diferentes partes do mundo em debates e discussões sobre a implementação desse novo conceito sobre indicadores de bem-estar social, o FIB, que pode ser aplicado em países, estados, municípios e organizações de diversos portes.</p>
<p> <span id="more-424"></span></p>
<p>A conclusão do painel FIB nas Empresas é que estas obtêm resultados mais significativos se seus colaboradores são mais felizes. A felicidade do quadro organizacional é traduzida, conforme Marcelo Cardoso, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional da Natura, em menores custos operacionais, aumento de produção, maior engajamento, melhor desempenho, e consequente reconhecimento profissional e melhor remuneração. “Além disso, funcionários felizes apresentam maior desenvoltura em processos criativos, com ideias inovadoras”, frisou Cardoso.</p>
<p> </p>
<p>Nesse contexto, a implementação das nove dimensões do índice FIB (bem-estar psicológico, uso do tempo, vitalidade da comunidade, cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, padrão de vida e governança) nas empresas serve de ferramenta para valorizar o capital humano e, consequentemente, segundo estudos, aumentar a longevidade das companhias.</p>
<p> </p>
<p>A Natura é um exemplo de organização que adotou internamente as dimensões da FIB. Essas dimensões, segundo Vicente Gomes, consultor de Gestão da Natura, foram incorporados ao dia-a-dia dos empregados em busca de aumentar a satisfação deles no ambiente de trabalho, o rendimento, produção e os próprios resultados da empresa. “O FIB é uma forma sistêmica de integrar todos essas dimensões aplicadas pela Natura para melhorar a qualidade de vida dos nossos colaboradores”, ressaltou.</p>
<p> </p>
<p>O diretor de Coordenação e Meio Ambiente, Nelton Friedrich, disse que a empresa está familiarizada com os conceitos do FIB ao desenvolver programas socioambientais como o Cultivando Água Boa. O projeto integra a nova missão da Itaipu de promover o desenvolvimento sustentável da Bacia do Paraná 3 (bacia hidrográfica conectada ao reservatório da usina) e conscientizar empregados e colaboradores acerca de valores como o respeito, o cuidado com a natureza e com os recursos naturais, em especial a água.</p>
<p>  </p>
<p>“Esse trabalho inicia dentro da empresa, onde discutimos novos valores, novos modos de ser, sentir, produzir e consumir, e tentamos transmitir a importância da responsabilidade socioambiental de cada um”, frisou.</p>
<p> </p>
<p>Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), ressaltou o novo momento das empresas, de valorização pessoal dos funcionários e do capital humano. Segundo ele, existe um incentivo por parte da Fiep para que as empresas adotem modelos como o FIB. “As organizações precisam inserir em seus planos de atuação novos conceitos que valorizem o que chamamos de artigos intangíveis, que tragam um padrão positivo de qualidade de vida dos seus colaboradores”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Produtividade</strong></p>
<p>Um estudo da Universidade de Harvard (EUA), apresentado durante a 5ª Conferência Internacional sobre FIB, demonstrou que trabalhadores com carga horária menor são mais produtivos do que aqueles que trabalham mais horas semanais. O estudo comparou a produtividade de duas empresas do mesmo setor, uma delas com 55 horas semanais e poucos dias de folga ou férias, e a outra com 40 horas semanais e mais descanso. Em quatro anos, a produtividade daqueles que trabalharam menos aumentou 5%.</p>
<p> </p>
<p>A pesquisa foi apresentada pelo norte-americano John de Graaf, que é coordenador do movimento <em>Take back your time</em> (algo como Reconquiste seu tempo, em tradução livre), que tem como objetivo combater a falta de tempo livre e o excesso de trabalho nos Estados Unidos. Ele também comparou os índices dos EUA com Dinamarca, Finlândia, Holanda e Suécia, países onde: a desigualdade salarial é a menor do mundo, se pagam os maiores impostos (mas com excelentes serviços de saúde e educação), e os turnos de trabalho são mais curtos, mas com índices de felicidade no trabalho maior.</p>
<p> </p>
<p>Em contrapartida, os norte-americanos têm piores índices de saúde ocupacional, apesar de gastarem mais com serviços nessa área. Além disso, 25% dos trabalhadores daquele país têm apenas 15 dias de férias por ano e trabalham em média 55 horas semanais.</p>
<p> </p>
<p> “Surpreendentemente, a crise financeira teve reflexos positivos: as pessoas (dos EUA) passaram a comer menos em restaurantes, estão consumindo menos álcool, se exercitam mais, compraram mais bicicletas e menos carros, estão atuando mais em trabalhos voluntários, houve redução de 21% no número de acidentes de trânsito”, afirmou de Graaf. “Temos de aprender a dizer não! É importante trabalhar duro e se esforçar, mas sem esquecer do que realmente tem valor, que é preservar a vida pessoal e ser feliz. Isso é possível”, concluiu.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: Itaipu Binacional</em></p>
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		<title>IBE – Índice de Bem-estar Unimed Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A Unimed foi às ruas para saber como as pessoas estão realmente se sentindo. Durante a correria do dia-a-dia, é praticamente impossível parar para pensar nos rumos que nossa vida está tomando. Às vezes  pode parecer que as coisas estão correndo bem, mas analisando profundamente, percebemos que talvez existam pontos em que precisamos tomar consciência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/TEASER_UNIMED.wmv" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-67" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/IBE_01.jpg" alt="IBE_01" width="555" height="388" /></a><br />
A Unimed foi às ruas para saber como as pessoas estão realmente se sentindo. Durante a correria do dia-a-dia, é praticamente impossível parar para pensar nos rumos que nossa vida está tomando. Às vezes  pode parecer que as coisas estão correndo bem, mas analisando profundamente, percebemos que talvez existam pontos em que precisamos tomar consciência e melhorar. Está tudo bem? Tudo bem mesmo? <span id="more-66"></span></p>
<p>No momento em que se intensifica no mundo a reflexão sobre os indicadores de saúde, felicidade e renda das populações, a Cooperativa lança o IBE- Índice de Bem-Estar da Unimed Porto Alegre. Um estudo consistente realizado por meio de uma pesquisa representativa com habitantes de 13 cidades gaúchas.</p>
<p>Com o IBE, é possível reconhecer melhor os avanços necessários para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Este é o primeiro passo para cuidarmos melhor uns dos outros e de nós mesmos.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fprojetobemestar.unimedpoa.saude.ws%2Fcliente%2F2009%2F10%2F19%2Fibe%2F&amp;linkname=IBE%20%E2%80%93%20%C3%8Dndice%20de%20Bem-estar%20Unimed%20Porto%20Alegre" target="_blank"><img src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/wp-content/themes/clientes/images/compartilhar.png" alt="Share/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como foi Construído o IBE?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:56:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[IBE]]></category>
		<category><![CDATA[Acesso Básico]]></category>
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		<description><![CDATA[
A pesquisa de opinião foi realizada em 2009, com 1455 pessoas residentes na capital e outras 12 cidades da área de atuação da Unimed Porto Alegre (Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Capão da Canoa, Esteio, Gravataí, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia, Torres, Tramandaí e Viamão). O questionário, com 93 perguntas, foi respondido com uma escala variando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/IBE.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/IBE.jpg" alt="IBE" width="556" height="320" /></a></p>
<p>A pesquisa de opinião foi realizada em 2009, com 1455 pessoas residentes na capital e outras 12 cidades da área de atuação da Unimed Porto Alegre (Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Capão da Canoa, Esteio, Gravataí, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia, Torres, Tramandaí e Viamão). O questionário, com 93 perguntas, foi respondido com uma escala variando de 1, discordo totalmente até 6, concordo totalmente.   <span id="more-63"></span></p>
<p><strong>DIMENSÕES</strong></p>
<p><strong><a></a><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Convivio_Social.jpg"></a><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/ConvivioSocial.jpg"></a><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/ConvivioSocial.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-194" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/ConvivioSocial-150x73.jpg" alt="ConvivioSocial" width="75" height="43" /></a>Convívio Social:</strong> foca nas questões de relacionamento dos indivíduos com outras pessoas que fazem parte de sua vida e podem influenciar amplamente seu nível de bem-estar.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/RelacaoTrabalho.jpg"></a><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/RelacaoTrabalho.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-200" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/RelacaoTrabalho-150x89.jpg" alt="RelacaoTrabalho" width="75" height="44" /></a>Relação com o trabalho:</strong> nela são contempladas questões sobre satisfação com os relacionamentos, com as recompensas e com as oportunidades geradas pelo meio de sobrevivência do indivíduo.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Cultura-e-Lazer.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/CulturaLazer.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-195" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/CulturaLazer-150x71.jpg" alt="CulturaLazer" width="76" height="36" /></a>Cultura e Lazer:</strong> aparece como balizador do bem-estar na medida em que envolve a análise da satisfação do indivíduo com suas formas de descontração.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AutonomiaLiberdade.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-190" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AutonomiaLiberdade-150x73.jpg" alt="AutonomiaLiberdade" width="73" height="35" /></a>Autonomia e Liberdade: </strong>seja ela financeira, psicológica ou física, aparece como outro importante aspecto influenciador do nível de bem-estar de um indivíduo. É possível notar que a dependência, em todos os níveis, influencia negativamente o nível de bem-estar das pessoas.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/MeioHambiente.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-199" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/MeioHambiente-150x68.jpg" alt="MeioHambiente" width="76" height="36" /></a>Meio Ambiente:</strong> a análise dos comportamentos socialmente responsáveis do consumidor em relação ao meio onde vive resume o objetivo das questões abrangidas por esta dimensão.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/HabitosAlimentares.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-198" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/HabitosAlimentares-150x66.jpg" alt="HabitosAlimentares" width="75" height="35" /></a>Hábitos Alimentares:</strong> esta dimensão traduz a importância da alimentação para o bem-estar do ser humano, levantando questões como a regularidade e a qualidade das ingestões alimentares do indivíduo.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/BemEstarPsico.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-193" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/BemEstarPsico-150x72.jpg" alt="BemEstarPsico" width="74" height="37" /></a>Bem-estar Psicológico: </strong>autoconfiança, raciocínio lógico e memória, nível de estresse e depressão fazem parte das avaliações buscadas pela dimensão do bem-estar psicológico e aparecem como importantíssimos fatores para a definição do bem-estar humano.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Espirit.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-196" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Espirit-150x71.jpg" alt="Espirit" width="75" height="36" /></a>Espiritualidade:</strong> a busca de um propósito para a vida, a confiança e a esperança depositada em um ser superior também são fatores importantes no momento em que se analisa o bem-estar. Em muitos casos o bem-estar físico, a saúde física e a saúde emocional do indivíduo podem estar relacionadas a questões de fé e de espiritualidade.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/BemEstarFisico.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-192" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/BemEstarFisico-150x70.jpg" alt="BemEstarFisico" width="76" height="35" /></a>Bem-estar Físico:</strong> aborda questões relacionadas à saúde do corpo, ao descanso e à utilização da energia vital de cada ser humano.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AcessoBasico.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-189" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AcessoBasico-150x76.jpg" alt="AcessoBasico" width="74" height="39" /></a>Acesso Básico:</strong> a dimensão traz à tona a análise de questões referentes aos cuidados básicos necessários para a manutenção de um nível adequado de bem-estar, como saúde, segurança e transporte.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Govern.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-197" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/Govern-150x66.jpg" alt="Govern" width="76" height="35" /></a>Governo: </strong>a avaliação das ações e práticas governamentais faz parte da delimitação do nível de bem-estar de um indivíduo, tendo em vista seu convívio em sociedade. Aparecem aqui questões de avaliação da boa governança, da corrupção e das disparidades sociais.</p>
<p><strong><a href="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AvaliacaoVida.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-191" src="http://projetobemestar.unimedpoa.saude.ws/cliente/files/2009/10/AvaliacaoVida-150x69.jpg" alt="AvaliacaoVida" width="75" height="34" /></a>Avaliação da Vida: </strong>o que somos na vida, como chegamos até aqui e para onde iremos? A avaliação desses fatores relacionados ao passado, ao presente e ao futuro de cada pessoa faz parte desta dimensão.</p>
<p> </p>
<p>Agora que você já conhece o IBE, nós queremos convidá-lo para se engajar nessa causa . A partir dos resultados desse estudo, vamos começar um novo relacionamento com você, com nossos clientes e com a sociedade. Queremos construir uma sociedade mais integrada, consciente e atenta ao grande valor do nosso tempo: o bem-estar. Tudo para que, um dia, quando alguém perguntar se está tudo bem mesmo, a gente responda sem pensar duas vezes: sim, está.</p>
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		<title>Nossa São Paulo completa dois anos e lança índice de bem-estar</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o objetivo de conhecer a sociedade civil e planejar aquilo que ela espera alcançar como ideal de qualidade de vida, o Movimento Nossa São Paulo lançou na última sexta-feira (15/5), durante suas comemorações de dois anos de atividade, o IRBEM – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. O evento também teve a presença [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de conhecer a sociedade civil e planejar aquilo que ela espera alcançar como ideal de qualidade de vida, o Movimento Nossa São Paulo lançou na última sexta-feira (15/5), durante suas comemorações de dois anos de atividade, o IRBEM – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. O evento também teve a presença de políticos e intelectuais para debater questões ligadas à sustentabilidade e à qualidade de vida nas cidades. Entre eles, estavam a senadora Marina Silva, o filósofo e professor da PUC-SP Mário Sérgio Cortella, o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP José Eli da Veiga, o economista e professor da PUC-SP Ladislau Dowbor e a coordenadora do FIB (Felicidade Interna Bruta) no Brasil, Susan Andrews.</p>
<p>A definição dos indicadores do IRBEM será feita em duas fases. Na primeira, será elaborado um questionário para a população contendo os diversos itens que podem influenciar o bem-estar das pessoas que moram nas cidades, como relações familiares e comunitárias, a distribuição do tempo entre sono, trabalho e lazer, a qualidade da moradia e acesso a serviços e equipamentos públicos.    <span id="more-130"></span></p>
<p>Na segunda fase, será feita ampla pesquisa sobre o grau de importância de cada um dos itens para o bem-estar das pessoas. “Será um exercício participativo e extremamente valioso para que cada um reflita sobre o que é realmente determinante para sua qualidade de vida”, explica Oded Grajew, integrante do Movimento Nossa São Paulo.</p>
<p>O IRBEM servirá para que governos, empresas, instituições e até a própria a sociedade civil conheçam as condições e os modos de vida dos cidadãos a fim de que as ações públicas e privadas tenham como foco principal o bem-estar das pessoas.</p>
<p><strong>Crise civilizatória</strong></p>
<p>Marina da Silva discorreu sobre o desafio de mudarmos hábitos e culturas para que as futuras gerações tenham um mundo mais sustentável. “Estamos diante de uma crise civilizatória, uma esquina ética. Podemos fraudar o teste ou enfrentá-lo”, ponderou.</p>
<p>Para Marina, não se trata de refutar os avanços tecnológicos. “Não estamos negando nada daquilo de bom que produzimos ao longo da trajetória da humanidade. Estamos afirmando e reafirmando pela tradição aquilo que é o melhor do nosso melhor. Mas precisamos negar pela transformação e não pela ocultação aquilo que não é o melhor, que se expressa na nossa forma de agir, de pensar, de nos relacionar com nós mesmos, com as outras pessoas e com a natureza”.</p>
<p>Mesmo apontando vários aspectos negativos de São Paulo, ela também contou que tem um grande sentimento de gratidão para com a cidade. Desacreditada pelos médicos, Marina veio à capital quando ainda tinha 16 anos para tratar de uma hepatite.</p>
<p><strong>Unidos contra o PIB</strong></p>
<p>Na mesa de diálogo sobre as experiências de indicadores de bem-estar, o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), José Eli da Veiga, fez um relato da construção dos principais índices de crescimento econômico – que diferenciou do conceito de desenvolvimento – e criticou o Produto Interno Bruto (PIB) como ferramenta eficaz na medição da riqueza de um país. “É uma medida obsoleta e absolutamente precária. O Produto Nacional Líquido (PNL) é mais razoável”, afirma. “O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também não passa de uma gambiarra. Mas sua reformulação pode ser a maior inovação dessa área nos últimos tempos”, completa.</p>
<p>O economista também condenou a construção da Transamazônica. Para ele, o projeto é somente eleitoreiro, já que se mostrou algo insustentável e sem nenhuma justificativa do ponto de vista econômico.<br />
Ladislau Dowbor, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e integrante do Conselho de Administração do Cenpec, também posicionou-se contra o PIB e enfatizou a importância do desenvolvimento local. “É um nível no qual a gente pode se organizar de maneira participativa para por ordem nas coisas. Existem 5564 municípios no país. Para o Brasil funcionar, todos eles precisam funcionar”. Mas ressalvou: “Não há participação em uma sociedade desinformada”.</p>
<p><strong>Felicidade Interna Bruta</strong></p>
<p>A coordenadora do Felicidade Interna Bruta (FIB) no Brasil, Susan Andrews, falou em seguida sobre as bases cietíficas desse novo indicador. “A idéia no Brasil é não só desenvolver os indicadores FIB, mas usá-los como um catalisador, um instrumento de mobilização do protagonismo da cidadania”, destacou. Para ela, agora é a hora do Brasil. “Em um mundo de escassez, esse país é um tesouro. Aqui tem de tudo. Mas talvez um dos maiores tesouros brasileiros seja o do coração. Espero que um dia o Brasil também exporte conhecimento de como manter uma sociedade harmonizada”, diz ela.</p>
<p>Para finalizar o evento, o filósofo e professor da PUC-SP, Mario Sério Cortella, fez uma palestra sobre felicidade, um tema, segundo ele, tido como “secundário” por muitos. “Quais são os nossos modos de viver de maneira que a felicidade não se ausente do nosso cotidiano?”, indagou à platéia.</p>
<p><span style="font-size: x-small"><strong>Henrique Andrade Camargo e Leticia Freire, do Mercado Ético</strong></span></p>
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